The Dark Knight Rises
Após 7 anos desde do início do que vai ficar conhecida como uma das grandes triologias da história do cinema, após momentos tão estúpidos que parecem irreais, após recordes batidos e expectativas completamente esmagadas (no bom sentido), chega finalmente? ao fim a triologia de Nolan sobre o homem morcego.
The Dark Knight Rises (em português, O Cavaleiro das Trevas Renasce) parece deixar na maioria dos espectadores um grande ponto de interrogação.
"Foi bom?", "Não foi bom?", "Estavámos com as expectativas demasiadas altas para este filme, devido ao The Dark Knight?".
Pessoalmente, acho que o filme é bastante bom (na segunda visualização ainda fiquei mais com essa ideia) embora esteja uns furos abaixo do The Dark Knight (essa sim, a grande obra da triologia).
Esta devia ser a altura em que escrevia uma, chamemos critica, ao filme, mas como ainda não tenho uma ideia 100% clara do que o filme valeu realmente, prefiro esperar algum tempo e, após a sua saída nos formatos do costume fazer uma sessão em que irei ver a triologia completa e aí sim, será possível analisar a obra como um todo (algo que claramente as pessoas envolvidas neste projecto sempre quiseram).
Entretanto, o único conselho que posso dar é que vão ver o filme, porque embora não tenha ainda uma ideia 100% clara do seu valor, este é claramente um filme que deve ser apreciado no cinema.
Ted
Ted
Realizador: Seth MacFarlane
Ano: 2012
Género: Comédia e Fantasia.
Imdb
Trailer
Site Oficial
"... somewhere out there are four terrible fathers I wish I could thank for this great night!"
Na primeira viagem do criador das séries politicamente incorrectas Family Guy, American Dad e Cleveland Show, ao mundo do cinema, Seth MacFarlane aproveita um tema que embora já tenha sido utilizado no passado em vários filmes é aqui apresentado numa outra visão.
O filme conta a história de John Bennett (Mark Wahlberg) que após um desejo de criança dá vida ao seu urso de peluche, tendo ficado amigos inseparáveis desde esse dia. Já adulto, John tem de conseguir conciliar a sua amizade e a relação com a sua namorada Lori (Mila Kunis). Trocando por miúdos, o filme continua todas as histórias infantis em que um objecto inanimado ganha vida, apresentando neste caso uma possível consequência do que essa acção pode acarretar para o resto da vida.
A premissa é bastante interessante e tem um grande potencial, e embora por vezes o ritmo do filme quebre (nota-se a falta de experiência do realizador), durante a maior parte dos 106 minutos, o espectador não nota essa falha.
Sendo um filme de comédia, as piadas e cenas apresentadas estão bem conseguidas, com especial destaque para a cena de luta, e embora não resultem todas (nada de estranho, visto ninguém ter os mesmos gostos) os espectadores saem da sessão bastante divertidos.
Infelizmente, nota-se em grande parte das piadas que Seth MacFarlane não consegue despir o fato de criador de Family Guy, sendo bastante perceptível as similaridades entre o filme e a série e tornando algumas das piadas previsíveis, o que acredito que para os grandes fãs da série possa ser uma mais valia, mas para todos os outros não (quase que posso jurar que a introdução é igual a um episódio de Family Guy).
Tendo o filme o nome Ted, seria impossível não falar de um dos interpretes principais, e sim, digo interprete porque actualmente com o avançar da tecnologia, e quando não é usada de forma abusiva, as criações digitais misturam-se praticamente na perfeição no mundo real. Claramente que estou a falar do urso de peluche (Seth MacFarlane), que contém um grande carisma, fazendo com que o espectador goste dele, embora seja o típico personagem imbecil que muito facilmente é odiado (aqui é preciso tirar o chapéu a Seth MacFarlane que soube escrever bastante bem o personagem, talvez dado uso à experiência de escrita das séries). Em relação ao restante elenco, não tenho nada de especial a assinalar, excepto talvez a ideia de que Mark Wahlberg consegue boas prestações quando escolhe projectos interessantes e inteligentes e que existem alguns cameos bastante surpreendentes durante o filme.
Para terminar, estamos perante provavelmente uma das grandes comédias do ano, que embora apresente algumas falhas, essas são tapadas pela comédia que resulta grande parte das vezes, se for fã das séries de animação do realizador ou desse tipo de comédia.
Nota: Não se deixem enganar pelo urso de peluche fofinho, o filme não foi feito para crianças mas sim para os pais das crianças.
Pontos fortes:
Pontos fracos:
Realizador: Seth MacFarlane
Ano: 2012
Género: Comédia e Fantasia.
Imdb
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Site Oficial
"... somewhere out there are four terrible fathers I wish I could thank for this great night!"
Na primeira viagem do criador das séries politicamente incorrectas Family Guy, American Dad e Cleveland Show, ao mundo do cinema, Seth MacFarlane aproveita um tema que embora já tenha sido utilizado no passado em vários filmes é aqui apresentado numa outra visão.
O filme conta a história de John Bennett (Mark Wahlberg) que após um desejo de criança dá vida ao seu urso de peluche, tendo ficado amigos inseparáveis desde esse dia. Já adulto, John tem de conseguir conciliar a sua amizade e a relação com a sua namorada Lori (Mila Kunis). Trocando por miúdos, o filme continua todas as histórias infantis em que um objecto inanimado ganha vida, apresentando neste caso uma possível consequência do que essa acção pode acarretar para o resto da vida.
A premissa é bastante interessante e tem um grande potencial, e embora por vezes o ritmo do filme quebre (nota-se a falta de experiência do realizador), durante a maior parte dos 106 minutos, o espectador não nota essa falha.
Sendo um filme de comédia, as piadas e cenas apresentadas estão bem conseguidas, com especial destaque para a cena de luta, e embora não resultem todas (nada de estranho, visto ninguém ter os mesmos gostos) os espectadores saem da sessão bastante divertidos.
Infelizmente, nota-se em grande parte das piadas que Seth MacFarlane não consegue despir o fato de criador de Family Guy, sendo bastante perceptível as similaridades entre o filme e a série e tornando algumas das piadas previsíveis, o que acredito que para os grandes fãs da série possa ser uma mais valia, mas para todos os outros não (quase que posso jurar que a introdução é igual a um episódio de Family Guy).
Tendo o filme o nome Ted, seria impossível não falar de um dos interpretes principais, e sim, digo interprete porque actualmente com o avançar da tecnologia, e quando não é usada de forma abusiva, as criações digitais misturam-se praticamente na perfeição no mundo real. Claramente que estou a falar do urso de peluche (Seth MacFarlane), que contém um grande carisma, fazendo com que o espectador goste dele, embora seja o típico personagem imbecil que muito facilmente é odiado (aqui é preciso tirar o chapéu a Seth MacFarlane que soube escrever bastante bem o personagem, talvez dado uso à experiência de escrita das séries). Em relação ao restante elenco, não tenho nada de especial a assinalar, excepto talvez a ideia de que Mark Wahlberg consegue boas prestações quando escolhe projectos interessantes e inteligentes e que existem alguns cameos bastante surpreendentes durante o filme.
Para terminar, estamos perante provavelmente uma das grandes comédias do ano, que embora apresente algumas falhas, essas são tapadas pela comédia que resulta grande parte das vezes, se for fã das séries de animação do realizador ou desse tipo de comédia.
Nota: Não se deixem enganar pelo urso de peluche fofinho, o filme não foi feito para crianças mas sim para os pais das crianças.
Pontos fortes:
- Premissa do filme;
- Interacção entre os actores e o Ted;
- Cameos.
Pontos fracos:
- Nota-se alguma inexperiência por parte do realizador;
- Realizador não consegue afasta-se do tipo de lógica usado em Family Guy.
The Punisher - Dirty Laundry
Ao investigar pela net, deparei-me com esta curta sobre a personagem de BD da Marvel, Punisher.
Embora não seja grande fã (para dizer a verdade, nem conheço muito de BD tirando os heróis mais famosos) nem tenha visto os filmes, esta curta aguçou-me a curiosidade para investigar mais sobre este anti-herói.
Para os curiosos aqui fica o link para a curta.
P.S.: Aparentemente esta curta foi feita sem o conhecimento da Marvel.
Abraham Lincoln: Vampire Hunter
Diário Secreto de um Caçador de Vampiros
Realizador: Timur Bekmambetov
Ano: 2012
Género: Acção, Fantasia e Terror.
Imdb
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Site Oficial
"I shall kill them all!"
A primeira vez que li sobre o conceito do filme deu-me vontade de rir. Um dos mais famosos presidentes da história americana e mundial afinal era um caçador de vampiros. Pareceu-me um plot de um qualquer filme de série B e nem os nomes de Tim Burton (como produtor) e Timur Bekmambetov (para quem não conhece, o realizador da triologia russa Nochnoy Dozor e do filme Wanted) gerou mais interesse nesta obra. Com o tempo também descobri que o filme era baseado no livro com o mesmo nome do escritor Seth Grahame-Smith, mas continuei sem o mínimo interesse, "Mais um filme a tentar rentabilizar o fenómeno que os vampiros geraram" pensava eu.
Fim de semana, e no cinema do costume os únicos filmes que saltam à vista são The Cold Light of Day e Abraham Lincoln: Vampire Hunter e após visita à bíblia cinematográfica da Internet, percebi que lá ia ver Abraham Lincoln: Vampire Hunter (e ainda por cima em 3D)... "Bem, pelo menos o plot é menos estúpido que o do filme Warm Bodies", foi o que pensei antes de entrar na sala.
Como já indiquei acima, vamos acompanhar a vida secreta do 16º presidente dos Estados Unidos como caçador de vampiros e por muito estranho que possa parecer o filme não é mau. Aliás, quase que estou tentado em dizer que pode ser considerado uma das agradáveis surpresas do ano. Não quero com isto dizer que é um grande filme, mas sim, que sabe claramente o seu género e se o espectador for para a sessão a saber o que esperar não vai sair defraudado e vai claramente divertir-se.
O filme, visualmente é deslumbrante, tanto ao nível dos cenários, como da própria caracterização dos actores, e existem alguns detalhes e pormenores que faz com que inconscientemente o espectador fique mais envolvido. Quanto à utilização do 3D, saí do cinema sem uma ideia clara sobre a utilização da mesma no filme. Se houve cenas em que claramente a tecnologia é bem utilizada, existem outras cenas em que não traz nada de novo. As cenas de acção estão bem coreografadas, embora não seja nada revolucionário, e bastante violentas, o que vai agradar aos fãs.
O grande ponto fraco do filme é claramente a execução da história, ou seja, o filme não devia ter saído da sua premissa principal. Devido a isso, as cenas sobre o sub-plot, fazem o filme perder força, e embora sejam necessárias, não deviam ter uma importância tão grande (leia-se tempo) na obra.
Quanto aos actores, não tenho nada de mal a indicar, e achei a interpretação de Benjamin Walker (clone de Liam Neeson) a grande surpresa do filme a ponto de achar que num filme mais sério sobre Abraham Lincoln, a sua contratação podia ser considerada.
Para finalizar, Abraham Lincoln: Vampire Hunter é claramente um filme divertido e interessante para quem sabe para o que vai. Visualmente e tecnicamente bem executado cumpre a premissa principal de uma obra cinematográfica que é entreter.
Pontos fortes:
Pontos fracos:
Realizador: Timur Bekmambetov
Ano: 2012
Género: Acção, Fantasia e Terror.
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"I shall kill them all!"
A primeira vez que li sobre o conceito do filme deu-me vontade de rir. Um dos mais famosos presidentes da história americana e mundial afinal era um caçador de vampiros. Pareceu-me um plot de um qualquer filme de série B e nem os nomes de Tim Burton (como produtor) e Timur Bekmambetov (para quem não conhece, o realizador da triologia russa Nochnoy Dozor e do filme Wanted) gerou mais interesse nesta obra. Com o tempo também descobri que o filme era baseado no livro com o mesmo nome do escritor Seth Grahame-Smith, mas continuei sem o mínimo interesse, "Mais um filme a tentar rentabilizar o fenómeno que os vampiros geraram" pensava eu.
Fim de semana, e no cinema do costume os únicos filmes que saltam à vista são The Cold Light of Day e Abraham Lincoln: Vampire Hunter e após visita à bíblia cinematográfica da Internet, percebi que lá ia ver Abraham Lincoln: Vampire Hunter (e ainda por cima em 3D)... "Bem, pelo menos o plot é menos estúpido que o do filme Warm Bodies", foi o que pensei antes de entrar na sala.
Como já indiquei acima, vamos acompanhar a vida secreta do 16º presidente dos Estados Unidos como caçador de vampiros e por muito estranho que possa parecer o filme não é mau. Aliás, quase que estou tentado em dizer que pode ser considerado uma das agradáveis surpresas do ano. Não quero com isto dizer que é um grande filme, mas sim, que sabe claramente o seu género e se o espectador for para a sessão a saber o que esperar não vai sair defraudado e vai claramente divertir-se.
O filme, visualmente é deslumbrante, tanto ao nível dos cenários, como da própria caracterização dos actores, e existem alguns detalhes e pormenores que faz com que inconscientemente o espectador fique mais envolvido. Quanto à utilização do 3D, saí do cinema sem uma ideia clara sobre a utilização da mesma no filme. Se houve cenas em que claramente a tecnologia é bem utilizada, existem outras cenas em que não traz nada de novo. As cenas de acção estão bem coreografadas, embora não seja nada revolucionário, e bastante violentas, o que vai agradar aos fãs.
O grande ponto fraco do filme é claramente a execução da história, ou seja, o filme não devia ter saído da sua premissa principal. Devido a isso, as cenas sobre o sub-plot, fazem o filme perder força, e embora sejam necessárias, não deviam ter uma importância tão grande (leia-se tempo) na obra.
Quanto aos actores, não tenho nada de mal a indicar, e achei a interpretação de Benjamin Walker (clone de Liam Neeson) a grande surpresa do filme a ponto de achar que num filme mais sério sobre Abraham Lincoln, a sua contratação podia ser considerada.
Para finalizar, Abraham Lincoln: Vampire Hunter é claramente um filme divertido e interessante para quem sabe para o que vai. Visualmente e tecnicamente bem executado cumpre a premissa principal de uma obra cinematográfica que é entreter.
Pontos fortes:
- Ambiente visual;
- Interpretação do actor Benjamin Walker.
Pontos fracos:
- Execução da história.
Prometheus
Prometheus
Realizador: Ridley Scott
Ano: 2012
Género: Acção, Terror e Ficção Científica.
Imdb
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"The search for our beginning could lead to our end."
Um dos filmes mais esperados do ano representa o regresso de Ridley Scott a um género que o tornou famoso com as obras Alien e Blade Runner. Inicialmente não prestei muita atenção ao filme, devido à pouca informação e também porque parecia que seria era apenas um filme para capitalizar o sucesso de Alien. Com o tempo fui lendo mais sobre o filme e apercebi-me que talvez estivesse errado e neste feriado sem mais nada de interessante para fazer resolvi ir espreitar a obra ao cinema.
O filme, passado no mesmo universo do Alien conta a história de uma equipa que viaja até um planeta distante para descobrir a origem da espécie humana.
Após um dos melhores início que vi nos últimos tempos, o filme vai perdendo força e quando parece que está a ir perigosamente para o abismo (figurativamente falando claro), volta a recuperar a sua força, mantendo-a até ao fim.
Visualmente muito impressionante, Ridley Scott consegue progressivamente puxar-nos para o seu universo e quando o filme começa a acelerar já estamos totalmente envolvidos no mesmo.
A utilização do 3D neste filme é desnecessário, e tirando três ou quatro cenas em que ajuda de facto, durante o restante tempo simplesmente não nos lembramos que o filme é em 3D.
O elenco tem todo interpretações sólidas, com excepção de Charlize Theron (uns furos abaixo, mas mesmo assim não é uma má interpretação) e com destaque especial para Noomi Rapace (gostei bastante da interpretação dela).
Para finalizar, esperamos na presença de um grande filme de ficção cientifica, que demonstra que o realizador ainda não perdeu o jeito para este género (embora tenha achado que Blade Runner não fosse nada de especial). Um filme que vem alargar de uma forma bastante inteligente o universo criado pela saga Alien e que deve ser visto por todos os fãs de ficção científica e de cinema no geral.
Pontos fortes:
Pontos fracos:
Realizador: Ridley Scott
Ano: 2012
Género: Acção, Terror e Ficção Científica.
Imdb
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"The search for our beginning could lead to our end."
Um dos filmes mais esperados do ano representa o regresso de Ridley Scott a um género que o tornou famoso com as obras Alien e Blade Runner. Inicialmente não prestei muita atenção ao filme, devido à pouca informação e também porque parecia que seria era apenas um filme para capitalizar o sucesso de Alien. Com o tempo fui lendo mais sobre o filme e apercebi-me que talvez estivesse errado e neste feriado sem mais nada de interessante para fazer resolvi ir espreitar a obra ao cinema.
O filme, passado no mesmo universo do Alien conta a história de uma equipa que viaja até um planeta distante para descobrir a origem da espécie humana.
Após um dos melhores início que vi nos últimos tempos, o filme vai perdendo força e quando parece que está a ir perigosamente para o abismo (figurativamente falando claro), volta a recuperar a sua força, mantendo-a até ao fim.
Visualmente muito impressionante, Ridley Scott consegue progressivamente puxar-nos para o seu universo e quando o filme começa a acelerar já estamos totalmente envolvidos no mesmo.
A utilização do 3D neste filme é desnecessário, e tirando três ou quatro cenas em que ajuda de facto, durante o restante tempo simplesmente não nos lembramos que o filme é em 3D.
O elenco tem todo interpretações sólidas, com excepção de Charlize Theron (uns furos abaixo, mas mesmo assim não é uma má interpretação) e com destaque especial para Noomi Rapace (gostei bastante da interpretação dela).
Para finalizar, esperamos na presença de um grande filme de ficção cientifica, que demonstra que o realizador ainda não perdeu o jeito para este género (embora tenha achado que Blade Runner não fosse nada de especial). Um filme que vem alargar de uma forma bastante inteligente o universo criado pela saga Alien e que deve ser visto por todos os fãs de ficção científica e de cinema no geral.
Pontos fortes:
- ambiente visual;
- Início do filme;
- História.
Pontos fracos:
- Algumas incoerências;
- 3D.
Dark Shadows
Sombras da escuridão
Realizador: Tim Burton
Ano: 2012
Género: Comédia e Fantasia.
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Site Oficial
"Welcome home, Barnabas Collins."
Um filme de Tim Burton é sempre uma experiência cinematográfica interessante e se tiver Johnny Depp (actor fetiche do realizador) significa que estamos potencialmente na presença de um grande filme (exemplos disso temos Edward Scissorhands e Ed Wood, entre outros).
Desta vez, a colaboração Burton-Depp entra no mundo dos cada vez mais mal-amados vampiros (todos sabemos porquê), transportando para o grande ecrã uma famosa série do fim dos anos 60, início dos 70 com o mesmo nome.
No filme, seguimos a história de Barnabas Collins, um vampiro que após ter sido aprisionado, consegue libertar-se e vai tentar recuperar da ruína a outrora grandiosa família Collins. O enredo não é assim tão simplista, mas eu prefiro não me adiantar mais para evitar spoilers.
Sendo este um filme de Tim Burton, seria de espera o seu toque nos ambientes visuais e de facto note-se a sua mestria durante os primeiros minutos, mas depois parece que essa magia perde-se um pouco (não estou a dizer que está pior, simplesmente estava à espera de mais).
A história não flui linearmente como estava à espera, sendo mais parecido com uma viagem numa montanha-russa, ou seja, momentos em que estava realmente interessado na história (por exemplo, a interacção entre a família e o novo membro aparecido) intercalados com momentos quase aborrecidos (os últimos 20 minutos são para mim o mais fraco do filme). A parte cómica do filme está boa e não parece forçada, levando as pessoas a dar algumas gargalhadas (a maioria delas durante as aparições de Depp).
Com um grande leque de actores, de onde se destacam Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Eva Green, Helena Bonham Carter, Jackie Earle Haley, Chloë Grace Moretz e alguns cameos de peso como Christopher Lee (uma homenagem ao seu passado?), Alice Cooper e até o Barnabas Collins original da série, Jonathan Frid, é complicado escolher o melhor e pior, mas talvez escolhesse Michelle Pfeiffer como a interpretação que me interessou mais e Jonny Lee Miller como a mais cinzenta.
Finalizando, não estamos na presença do melhor trabalho de Burton nem de Depp, mas o filme é suficientemente bem realizado e interpretado para se ir dar uma espreitadela.
Pontos Fortes
Pontos Fracos
Site Oficial
"Welcome home, Barnabas Collins."
Um filme de Tim Burton é sempre uma experiência cinematográfica interessante e se tiver Johnny Depp (actor fetiche do realizador) significa que estamos potencialmente na presença de um grande filme (exemplos disso temos Edward Scissorhands e Ed Wood, entre outros).
Desta vez, a colaboração Burton-Depp entra no mundo dos cada vez mais mal-amados vampiros (todos sabemos porquê), transportando para o grande ecrã uma famosa série do fim dos anos 60, início dos 70 com o mesmo nome.
No filme, seguimos a história de Barnabas Collins, um vampiro que após ter sido aprisionado, consegue libertar-se e vai tentar recuperar da ruína a outrora grandiosa família Collins. O enredo não é assim tão simplista, mas eu prefiro não me adiantar mais para evitar spoilers.
Sendo este um filme de Tim Burton, seria de espera o seu toque nos ambientes visuais e de facto note-se a sua mestria durante os primeiros minutos, mas depois parece que essa magia perde-se um pouco (não estou a dizer que está pior, simplesmente estava à espera de mais).
A história não flui linearmente como estava à espera, sendo mais parecido com uma viagem numa montanha-russa, ou seja, momentos em que estava realmente interessado na história (por exemplo, a interacção entre a família e o novo membro aparecido) intercalados com momentos quase aborrecidos (os últimos 20 minutos são para mim o mais fraco do filme). A parte cómica do filme está boa e não parece forçada, levando as pessoas a dar algumas gargalhadas (a maioria delas durante as aparições de Depp).
Com um grande leque de actores, de onde se destacam Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Eva Green, Helena Bonham Carter, Jackie Earle Haley, Chloë Grace Moretz e alguns cameos de peso como Christopher Lee (uma homenagem ao seu passado?), Alice Cooper e até o Barnabas Collins original da série, Jonathan Frid, é complicado escolher o melhor e pior, mas talvez escolhesse Michelle Pfeiffer como a interpretação que me interessou mais e Jonny Lee Miller como a mais cinzenta.
Finalizando, não estamos na presença do melhor trabalho de Burton nem de Depp, mas o filme é suficientemente bem realizado e interpretado para se ir dar uma espreitadela.
Pontos Fortes
- Interpretação dos actores;
- Interacção entre a família.
- Ambiente visual mais fraco do que seria de esperar num filme de Burton;
- Partes em que a história aborrecia.
The Raven
O Corvo
Realizador: James McTeigue
Ano: 2012
Género: Mistério e Thriller.
Um filme baseado na obra de um escritor não é algo para eu ficar com uma curiosidade maior em ir investigar em relação a qualquer outro filme, mas quando esse escritor é o Edgar Allan Poe o caso muda de figura. Desde que o descobri que tenho tido sempre bastante interesse sobre a sua obra.
Assim, quando li pela primeira sobre o filme fiquei com o misto de excitação e medo. Eu queria que o filme fosse bom, mas também sabia que podiam aproveitar-se do nome do escritor e fazer um filme medíocre (algo que começa a ser cada vez mais norma em Hollywood) e após ver o trailer fiquei com a ideia que os meus piores medos iam ser verdade. Mesmo assim, resolvi arriscar e lá me dirigi ao cinema.
A história do filme é simples, na América do século XIX, um lunático encontra-se a cometer uma série de crimes macabros, tendo como inspiração obras do famoso escritor. A polícia, não sabendo quem é o criminoso, nem como capturá-lo, junta-se ao escritor de forma a parar esta onda de violência.
Não é propriamente uma história original, mas já existiram outros filmes que mesmo não contendo histórias originais, conseguem apresentar uma abordagem nova, agarrar-nos à história devido a outros factores (um caso em particular que me lembro é o Avatar de James Cameron) ou apenas entreter-nos (na minha opinião o objectivo principal do cinema). Infelizmente, este filme falha em qualquer um desses pontos.
A história parece que foi escrita à pressa não existindo grandes desenvolvimentos a nível das personagens, cenas incoerentes com o que se passou algumas cenas antes e até o próprio final é pouco imaginativo para não dizer pior. Factores externos à história que possam sobressair não me lembro de nenhum e até mesmo as cenas mais fortes do filmes em termos de violência são bastantes fracas.
No elenco não existe nenhum actor que salte à vista e até mesmo John Cusack (um actor que aprecio bastante, considerando que é sobrevalorizado em Hollywood) no papel de Allan Poe não tem uma interpretação digna de registo.
Terminando, The Raven é um filme que tinha potencial para ser uma das agradáveis surpresas de 2012, mas infelizmente não passa de uma obra de mistério fraca e que poucos se vão recordar.
Edgar Allan Poe merecia mais e melhor.
Pontos Fortes
Pontos Fracos
Assim, quando li pela primeira sobre o filme fiquei com o misto de excitação e medo. Eu queria que o filme fosse bom, mas também sabia que podiam aproveitar-se do nome do escritor e fazer um filme medíocre (algo que começa a ser cada vez mais norma em Hollywood) e após ver o trailer fiquei com a ideia que os meus piores medos iam ser verdade. Mesmo assim, resolvi arriscar e lá me dirigi ao cinema.
A história do filme é simples, na América do século XIX, um lunático encontra-se a cometer uma série de crimes macabros, tendo como inspiração obras do famoso escritor. A polícia, não sabendo quem é o criminoso, nem como capturá-lo, junta-se ao escritor de forma a parar esta onda de violência.
Não é propriamente uma história original, mas já existiram outros filmes que mesmo não contendo histórias originais, conseguem apresentar uma abordagem nova, agarrar-nos à história devido a outros factores (um caso em particular que me lembro é o Avatar de James Cameron) ou apenas entreter-nos (na minha opinião o objectivo principal do cinema). Infelizmente, este filme falha em qualquer um desses pontos.
A história parece que foi escrita à pressa não existindo grandes desenvolvimentos a nível das personagens, cenas incoerentes com o que se passou algumas cenas antes e até o próprio final é pouco imaginativo para não dizer pior. Factores externos à história que possam sobressair não me lembro de nenhum e até mesmo as cenas mais fortes do filmes em termos de violência são bastantes fracas.
No elenco não existe nenhum actor que salte à vista e até mesmo John Cusack (um actor que aprecio bastante, considerando que é sobrevalorizado em Hollywood) no papel de Allan Poe não tem uma interpretação digna de registo.
Terminando, The Raven é um filme que tinha potencial para ser uma das agradáveis surpresas de 2012, mas infelizmente não passa de uma obra de mistério fraca e que poucos se vão recordar.
Edgar Allan Poe merecia mais e melhor.
Pontos Fortes
- A leitura de alguns excertos da obra de Edgar Allan Poe.
- História;
- Final;
- Potencial da obra do escritor que não foi aproveitado.
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