Playtime

Playtime (1967)

http://imdb.com/title/tt0062136/

Jacques Tati traz de novo o seu famoso personagem Mr. Hulot, desta vez tendo como pano de fundo uma cidade (totalmente construída por ele o que fez com que ficasse na ruína).
A história resume-se ao seu personagem entrar em contacto com uma paisagem e personagens completamente diferentes, fazendo com que os maus entendidos ocorrem.
Tal como noutras obras dele, com isto ele tenta demonstrar rituais e situações que vistas por pessoas externas são desnecessárias e sem sentido.
Visualmente o filme é bastante bonito com esta cidade fictícia cheia de vida, não parecendo nunca um conjunto de cenários.
Tirando algumas sequências, todo o filme é algo parado e estranho, parecendo que com isto o realizador queria dar tanto enface (ou até mais) ao cenário em vez das personagens.
Um filme que deve interessar bastante aos fãs do realizador e a espectadores que estão ligados ao ramo da arquitectura.

Pontuação: 60

BAFTA: Depois dos prémios vem a arte

Já não vem como uma surpresa o facto do Boyhood ter levado para casa o prémio de melhor filme no que se apresenta como a versão Britânica dos Óscares. No entanto, e como forma de homenagear os 5 nomeados à categoria (o vencedor incluído), a agência britânica Human After All juntou-se ao ilustrador francês Malika Favre para a concepção de 5 posters.
Relembro que os nomeados foram Birdman, Boyhood, The Grand Budapest Hotel, The Imitation Game e The Theory of Everything.

Fonte: MyModernMet





  
  

Ieri, Oggi, Domani

Ieri, Oggi, Domani (1963)

http://imdb.com/title/tt0057171/

Vittorio De Sica apresenta Sophia Loren e Marcello Mastroianni em três histórias sobre três diferentes mulheres em diferentes situações.
A primeira história "Adelina" fala sobre um casal e dos seus planos para que a mulher não tenha que cumprir tempo de prisão.
A segunda "Anna" fala sobre um caso entre um artista e uma mulher da alta sociedade.
Por fim, temos "Mara" que fala de uma prostituta, do seu cliente e dos vizinhos cujo vida vai ser alterada.
Entre os dramas neo-realistas e as comédias do realizador prefiro as últimas, porque os temas que apresenta são mais variados e os filmes entretém mais e são realmente divertidos.
Os dois actores principais estão perfeitos nos vários papéis que representam e contém uma grande química que faria muita inveja a alguns casais de cinema na actualidade.
Das três histórias a que mais me interessou foi a segunda, não por ser a mais engraçada (é capaz de ser a menos engraçada) mas pela a forma como conta a história.
Para quem gosta de comédias antigas, tem nesta obra uma boa proposta.

Obra visualizada na Masterclass sobre História do Cinema.

Pontuação: 75

Megamind

Megamind (2010)

http://imdb.com/title/tt1001526/

A primeira ideia que tenho deste filme é que a DreamWorks tentou fazer outro Shrek, tentando para isso dar a volta desta vez aos filmes de super heróis.
Mas neste caso em particular, não conseguiu ter o mesmo impacto que Shrek teve.
O filme é divertido e entretém bastante, mas enquanto Shrek desconstrói totalmente os filmes de contos de fadas e reconstrói à sua maneira, Megamind tenta novamente a fórmula (desta vez tendo como base os filmes de super heróis) mas sem trazer nada de novo ou de revolucionário.
Os personagens são todos divertidos à sua maneira mas sem nenhum verdadeiramente inesquecível.
Em contrapartida contém uma grande banda sonora, o que lhe confere alguns pontos.
Um filme de animação divertido mas que não contém nada de extraordinário.

Pontuação: 68

É favor tirar o chapéu!

Desde quando a experiência de uma ida ao cinema deixou de somente servir para ver o filme pretendido como também começou a pôr-nos a par das últimas novidades do mundo publicitário? A juntar a isto, vem o sempre querido aviso para desligar os telemóveis e tentar manter uma conduta respeitável na sala. Será que sempre assim foi?
Devo dizer que em relação à publicidade, tenho as minha dúvidas, mas parece que uma conduta respeitável sempre foi um aspecto a focar, como se pode verificar nas imagens abaixo.

Guardadas nos arquivos da Biblioteca do Congresso, em Capitol Hill, Washington, estas fotos permitem-nos uma pequena espreitadela às telas do começo do séc. XX.








Fonte: My Modern Met

Brazil

Brazil (1985)
O que acontece quando uma distopia não funciona?
Esta é a pergunta que Terry Gilliam (um dos membros originais dos Monty Python) tenta responder, com esta obra que apresenta algumas parecenças com o clássico 1984.
O filme tem um ambiente surreal, lembrando-nos Monty Python, embora com o estilo próprio do realizador.
Com um elenco de luxo, que contém entre outros Robert De Niro e Michael Palin (outro Python), o elenco consegue com o material surreal construir interpretações sérias, mas com um toque de humor, o que funciona na perfeição com o estilo que o realizador pretendia.
Um filme obrigatório para todos os fans de distopias.
Para os restantes uma obra que vale a pena ver.
Pontuação: 82

The Hobbit: The Battle of the Five Armies

The Hobbit: The Battle of the Five Armies (2014)

http://imdb.com/title/tt2310332/

Mais o fim de uma trilogia.... 11 anos depois da trilogia que revolucionou a forma de fazer cinema, Peter Jackson encerra a sua prequela com o melhor filme destes três.
Este terceiro filme apresenta um ar mais sombrio e negro em relação aos anteriores (mais de acordo com a trilogia do Senhor dos Anéis), embora não seja superior a nenhum dos filmes da anterior trilogia.
Com isto não quero dizer que o filme é mau, muito pelo contrário, estamos na presença de um grande filme bastante mais interessante do que os anteriores, com uma cinematografia impressionante e com boas interpretações (com alguns cameos muito bem vindos).
O grande ponto negativo do filme (tanto este como nos outros) é viver na sombra da trilogia do Senhor dos Anéis. Se a ordem das trilogias fosse diferente, os filmes seriam considerados mais épicos e revolucionários (penso que a filmagem em 48 frames em vez de 24 frames não teve grande impacto).
Assim, e tendo em consideração que o material original é inferior (a obra que é baseado), estamos na presença de um grande filme que consegue juntar as duas trilogias. Superior que os anteriores, mas pior que qualquer um da trilogia anterior, não deixa de ser uma boa experiência este regresso à terra média.

Pontuação: 80