Lawless


Lawless
Dos Homens sem Lei

Realizador: John Hillcoat
Ano: 2012
Género: Crime e Drama.

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"Um... uh"


Estou sem imaginação para escrever uma critica longa, por isso digo só para irem ver o Lawless porque é um grande filme. A história é interessante, tem um bom conjunto de actores e uma grande interpretação de Tom Hardy que rouba totalmente todas as cenas onde está presente.

O enredo conta a história de três irmãos, os irmãos Bondurant, contrabandistas de álcool durante a lei seca e a sua luta contra a polícia, mais especificamente Charlie Rakes (Guy Pearce noutra das boas interpretações do filme).

Embora tenha algumas cenas de uma violência bastante explicita, a mesma não é demasiada usada e enquadra-se no contexto da cena.

Claramente, é um filme para todos os fãs do género e para os restantes vale a pena dar uma espreitadela, nem que seja para ver a interpretação de Tom Hardy.


Pontos fortes:
  • Tom Hardy;
  • Narrativa.

Pontos fracos:
  • Algumas personagens são subaproveitadas.

Balas & Bolinhos - O Último Capítulo



Balas & Bolinhos - O Último Capítulo

Realizador: Luis Ismael
Ano: 2012
Género: Acção, Aventura e Comédia.

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Quando apareceu o anúncio do terceiro filme deste, será que poderei dizer, franchise, fiquei algo nervoso. Balas & Bolinhos tinha-me marcado como poucos filmes conseguiram fazer (ainda hoje sou capaz de recitar parte do monologo do Rato durante o assalto) mas Balas & Bolinhos - O Regresso foi para mim uma desilusão tão grande (até adormeci a meio) que fiquei com receio de que este terceiro filme matasse de vez todo o fascínio que tinha. Mesmo assim, havia algo em mim que queria acreditar e com o passar do tempo fui deixando o cepticismo de lado e comecei a ficar novamente excitado com a hipótese de rever Tone, Rato, Culatra e Bino.

A história deste terceiro filme é bastante simples.
O grupo desta vez vê-se envolvido numa intriga internacional enquanto, cada um à sua maneira, tenta lucrar com a situação.

Nada de novo ou de revolucionário, mas a grande mais valia nunca foi os seus enredos, mas sim a interacção entre os quatro protagonistas e nesse ponto o filme está bastante forte e não sofre do mal de se repetir.

Nota-se no filme as influências do realizador noutras obras de cinema, tanto em termos de estrutura de cenas como nas próprias cenas, existindo cenas conhecidas de outros filmes.

A linguagem do filme continua igual às outras obras, por isso esperem muitas asneiras e calão. Uma evolução é a adição das chamadas one-liners que durante o filme puxou muitas gargalhadas.

Outra evolução em relação aos outros filmes, pelo menos em relação ao primeiro porque não me lembro assim tão bem do segundo, é a inclusão de uma vertente de acção que por estranho que possa parecer está bastante competente, tendo em consideração o tipo de filme e orçamento do mesmo.

O único ponto negativo no filme é a sua duração. Com cerca de 2 horas, existem partes do filme que podiam ser retiradas, evitando assim a perda de concentração por parte dos espectadores.

Relativamente aos actores, e passando ao lado dos cameos e das outras participações (um dos actores participou noutro pequeno filme desconhecido chamado Snatch), o enface deve ser todo dado aos quatro protagonistas e desse conjunto o que sobressaí é o actor Jorge Neto e a sua personagem Rato. Talvez por a sua personagem estar mais bem escrita ou por causa do actor ou até ambos, a verdade é que esse personagem rouba todas as cenas onde está presente.
Quanto aos outros três, claramente o elo mais fraco continua a ser a personagem do Bino que não sofre uma grande evolução em relação aos outros filmes.

Terminando, esta última obra é um grande filme? Não. É um mau filme? Também não. Tem piadas brejeiras? Tem!
Balas & Bolinhos - O Último Capítulo é aquele género de filme que tinha tudo para falhar, mas não falha. Não sei se é pelo ar meio amador que o filme ainda parece conter, se é pelo ar que os actores estão realmente a divertir-se, simplesmente não consigo explicar.
A única coisa que sei é que à algum tempo que não via uma sala de cinema com os espectadores a dar gargalhadas durante boa parte do filme e na saída a comentarem e a imitarem o que acabaram de ver.
Imperdível para os fãs das outras obras e também para todos os restantes (é um filme português que não deve nada a muitas, leia-se grande maioria, das comédias de Hollywood feitas actualmente e se isso não é suficiente não se esqueçam que é a primeira trilogia do cinema português).

P.S.: Fiquem até ao fim dos créditos!


Pontos fortes:
  • Ver novamente o grupo;
  • Cameos e participações de famosos;
  • Regresso de Octávio Matos aos filmes.

Pontos fracos:
  • Filme demasiado longo.

Total Recall



Total Recall
Desafio Total

Realizador: Len Wiseman
Ano: 2012
Género: Acção, Aventura e Ficção Cientifica.
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"You're going to wish you had three hands."

Mais um remake... Será que Hollywood ficou finalmente nem ideias originais ou querem simplesmente fazer dinheiro com um titulo que com o tempo ganhou o estatuto de culto.
Sinceramente não me recordo se vi alguma vez o filme original (blasfémia?), mas acho que todas as pessoas conhecem algumas das suas cenas mais icónicas. Assim, vou falar sobre o filme como uma obra original, tentando não fazer comparação com o filme original (até porque tenha visto ou não só me consigo recordar de algumas cenas).

O filme, baseado vagamente na obra We Can Remember It for You Wholesale de Philip K. Dick, passa-se no futuro, onde um trabalhador farto da sua vida vai a uma empresa para lhe ser implementado recordações de uma vida diferente.

Imediatamente o que sobressai no filme é o seu ambiente visual. Nesse campo, o filme é belíssimo e não deixa de surpreender praticamente durante toda a sua duração, demonstrando a evolução técnica cada vez maior nessa componente (trazendo o melhor e o pior para as obras cinematográficas).

A execução de enredo não apresenta nada de novo ou de revolucionário, mas também não defrauda o espectador, ou seja, sabe qual é o seu género e o seu público alvo e segue sempre por essa lógica, conseguindo agarrar o espectador durante a grande maioria do filme.

Sendo este um filme maioritariamente de acção, a violência apresentada não é especialmente forte, existindo até algumas cenas e coreografias bastante interessantes.

Tal como indicado acima, o ambiente visual é bastante impressionante e embora esse seja um ponto forte é também um dos pontos fracos do filme, devido ao uso excessivo do CGI, fazendo com que o filme sofra do mal style over substance, independentemente de saber qual o seu público alvo.

Quantos aos actores, e com excepção dos principais (Colin Farrell, Kate Beckinsale e Jessica Biel), todos os restantes têm interpretações competentes, embora não exista nenhuma memorável (compreensível dado o tempo mais reduzido delas e o seu pouco desenvolvimento). Quando ao triângulo principal, as interpretações são bastante sólidas, embora Colin Farrell não tenha o carisma que me parece que Schwarzenegger conseguiu na versão original (sim, eu sei que disse que não ia comparar, até porque não me recordo de ver o filme, mas pelas cenas que vi, é a ideia que dá), o que faz com que o filme perca alguns pontos.

Terminando, não consigo ter uma opinião muito clara sobre o filme, porque embora pareça que aposte muito no ambiente visual e menos no desenvolvimento da história e das personagens, ainda assim vi o filme com bastante interesse e não senti-me defraudado no final, ou seja, entreteve.
E não será isso um dos objectivos principais de um filme?


Pontos fortes:
  • Ambiente visual;
  • Kate Beckinsale; 
  • Algumas sequências de acção.

Pontos fracos:
  • Ambiente visual;
  • Carisma de  Colin Farrell;
  • Personagens secundárias pouco desenvolvidas.


Créditos Finais - Tony Scott

Irmão de Ridley Scott, e realizador de clássicos de acção como Top Gun e Beverly Hills Cop II, morre aos 68 aparentemente devido a suicídio.

Que descanse em paz.

Jin Líng Shí San Chai

The Flowers of War
As Flores da Guerra


Realizador: Yimou Zhang
Ano: 2011
Género: Drama, Histórico e Guerra.

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"Last night you were a drunken bastard but today you are a hero."

Yimou Zhang, realizador famoso, conhecido por obras como Hero, apresenta a sua nova obra, um épico histórico passado nos primeiros tempos da 2ª guerra mundial.

O filme, baseado em factos verídicos, conta a história da ocupação Japonesa na cidade de Nanking  e a tentativa de fuga de um conjunto de mulheres escondidas numa igreja.

Não tendo acompanhado a carreira do realizador, entrei para o filme sem nenhuma expectativa, devido a estes géneros não serem os meus de eleição. A única coisa que me despertava algum interesse seria a interpretação de Christian Bale. Estava até algo apreensivo, por achar que ia estar na presença de um drama pesado e massudo (nada contra esse tipo de dramas, simplesmente não gosto deles), mas devido a não haver mais nenhum filme a começar por aquela altura resolvi arriscar.

E como eu estava enganado...

O filme não perde tempo e faz-nos entrar logo na acção com uma cena bastante violenta graficamente. Aliás, uma das surpresas do filme foi o seu carácter violento, não poupando os espectadores a cenas mais fortes. Mas não se pense que o filme tenta agarrar o espectador com a violência, pelo contrário, a violência apenas serve como ajuda para se entender (e por vezes não entender) o comportamento e acções das personagens que se vêm envolvidas no meio desse inferno.

Além da violência física, o filme apresenta-nos também a chamada violência psicológica com cenas e acções por parte de personagens que com o passar da narrativa vai nos custar mais a aceitar, podendo ser algo desgastante para as pessoas mais sensíveis.

Visualmente bastante bem conseguido, neste capitulo o filme falha apenas nas suas poucas cenas em que usa CGI (os efeitos de computador parecem de à 5 anos atrás), embora devido a serem muito pouco utilizados não tira nenhum brilho ao mesmo.

Falado em mandarim e inglês, este facto dá ao filme outro toque de realismo ajudando o espectador a investir mais na narrativa.

Todos os actores que participaram no filme tiveram interpretações bastante sólidas ajudando também para nos envolver na história. Quanto ao único actor que conheço (acredito que alguns dos restantes também são bastante conhecidos), Christian Bale apresenta uma interpretação bastante segura, sobressaindo ligeiramente em relação ao restante elenco (embora em algumas cenas ficava na dúvida se não estava na presença de uma cena cortada do The Dark Knight Rises, tal era a similaridade de interpretação por parte do actor).

Para finalizar, este é um filme bastante bom e que mostra novamente que existe vida para além do cinema de Hollywood. Visualmente bastante bom, não tem medo de percorrer caminhos que a maioria dos filmes americanos não percorre e de deixar, não pontas soltas, mas partes da narrativa por explicar, fazendo com que o espectador saía da sessão com algum desconforto e a ideia de que por vezes não é possível saber todas as consequências de acções tomadas.


Pontos fortes:
  • Interpretação dos actores;
  • Narrativa;
  • A prova (mais uma) que nem só de Hollywood vem grande cinema.

Pontos fracos:
  • Passar despercebido no circuito comercial português.

The Dark Knight Rises



Após 7 anos desde do início do que vai ficar conhecida como uma das grandes triologias da história do cinema, após momentos tão estúpidos que parecem irreais, após recordes batidos e expectativas completamente esmagadas (no bom sentido), chega finalmente? ao fim a triologia de Nolan sobre o homem morcego.

The Dark Knight Rises (em português, O Cavaleiro das Trevas Renasce) parece deixar na maioria dos espectadores um grande ponto de interrogação.
"Foi bom?", "Não foi bom?", "Estavámos com as expectativas demasiadas altas para este filme, devido ao The Dark Knight?".

Pessoalmente, acho que o filme é bastante bom (na segunda visualização ainda fiquei mais com essa ideia) embora esteja uns furos abaixo do The Dark Knight (essa sim, a grande obra da triologia).

Esta devia ser a altura em que escrevia uma, chamemos critica, ao filme, mas como ainda não tenho uma ideia 100% clara do que o filme valeu realmente, prefiro esperar algum tempo e, após a sua saída nos formatos do costume fazer uma sessão em que irei ver a triologia completa e aí sim, será possível analisar a obra como um todo (algo que claramente as pessoas envolvidas neste projecto sempre quiseram).

Entretanto, o único conselho que posso dar é que vão ver o filme, porque embora não tenha ainda uma ideia 100% clara do seu valor, este é claramente um filme que deve ser apreciado no cinema.