Total Recall



Total Recall
Desafio Total

Realizador: Len Wiseman
Ano: 2012
Género: Acção, Aventura e Ficção Cientifica.
Imdb
Trailer 1
Trailer 2
Site Oficial


"You're going to wish you had three hands."

Mais um remake... Será que Hollywood ficou finalmente nem ideias originais ou querem simplesmente fazer dinheiro com um titulo que com o tempo ganhou o estatuto de culto.
Sinceramente não me recordo se vi alguma vez o filme original (blasfémia?), mas acho que todas as pessoas conhecem algumas das suas cenas mais icónicas. Assim, vou falar sobre o filme como uma obra original, tentando não fazer comparação com o filme original (até porque tenha visto ou não só me consigo recordar de algumas cenas).

O filme, baseado vagamente na obra We Can Remember It for You Wholesale de Philip K. Dick, passa-se no futuro, onde um trabalhador farto da sua vida vai a uma empresa para lhe ser implementado recordações de uma vida diferente.

Imediatamente o que sobressai no filme é o seu ambiente visual. Nesse campo, o filme é belíssimo e não deixa de surpreender praticamente durante toda a sua duração, demonstrando a evolução técnica cada vez maior nessa componente (trazendo o melhor e o pior para as obras cinematográficas).

A execução de enredo não apresenta nada de novo ou de revolucionário, mas também não defrauda o espectador, ou seja, sabe qual é o seu género e o seu público alvo e segue sempre por essa lógica, conseguindo agarrar o espectador durante a grande maioria do filme.

Sendo este um filme maioritariamente de acção, a violência apresentada não é especialmente forte, existindo até algumas cenas e coreografias bastante interessantes.

Tal como indicado acima, o ambiente visual é bastante impressionante e embora esse seja um ponto forte é também um dos pontos fracos do filme, devido ao uso excessivo do CGI, fazendo com que o filme sofra do mal style over substance, independentemente de saber qual o seu público alvo.

Quantos aos actores, e com excepção dos principais (Colin Farrell, Kate Beckinsale e Jessica Biel), todos os restantes têm interpretações competentes, embora não exista nenhuma memorável (compreensível dado o tempo mais reduzido delas e o seu pouco desenvolvimento). Quando ao triângulo principal, as interpretações são bastante sólidas, embora Colin Farrell não tenha o carisma que me parece que Schwarzenegger conseguiu na versão original (sim, eu sei que disse que não ia comparar, até porque não me recordo de ver o filme, mas pelas cenas que vi, é a ideia que dá), o que faz com que o filme perca alguns pontos.

Terminando, não consigo ter uma opinião muito clara sobre o filme, porque embora pareça que aposte muito no ambiente visual e menos no desenvolvimento da história e das personagens, ainda assim vi o filme com bastante interesse e não senti-me defraudado no final, ou seja, entreteve.
E não será isso um dos objectivos principais de um filme?


Pontos fortes:
  • Ambiente visual;
  • Kate Beckinsale; 
  • Algumas sequências de acção.

Pontos fracos:
  • Ambiente visual;
  • Carisma de  Colin Farrell;
  • Personagens secundárias pouco desenvolvidas.


Créditos Finais - Tony Scott

Irmão de Ridley Scott, e realizador de clássicos de acção como Top Gun e Beverly Hills Cop II, morre aos 68 aparentemente devido a suicídio.

Que descanse em paz.

Jin Líng Shí San Chai

The Flowers of War
As Flores da Guerra


Realizador: Yimou Zhang
Ano: 2011
Género: Drama, Histórico e Guerra.

Imdb
Trailer
Site Oficial


"Last night you were a drunken bastard but today you are a hero."

Yimou Zhang, realizador famoso, conhecido por obras como Hero, apresenta a sua nova obra, um épico histórico passado nos primeiros tempos da 2ª guerra mundial.

O filme, baseado em factos verídicos, conta a história da ocupação Japonesa na cidade de Nanking  e a tentativa de fuga de um conjunto de mulheres escondidas numa igreja.

Não tendo acompanhado a carreira do realizador, entrei para o filme sem nenhuma expectativa, devido a estes géneros não serem os meus de eleição. A única coisa que me despertava algum interesse seria a interpretação de Christian Bale. Estava até algo apreensivo, por achar que ia estar na presença de um drama pesado e massudo (nada contra esse tipo de dramas, simplesmente não gosto deles), mas devido a não haver mais nenhum filme a começar por aquela altura resolvi arriscar.

E como eu estava enganado...

O filme não perde tempo e faz-nos entrar logo na acção com uma cena bastante violenta graficamente. Aliás, uma das surpresas do filme foi o seu carácter violento, não poupando os espectadores a cenas mais fortes. Mas não se pense que o filme tenta agarrar o espectador com a violência, pelo contrário, a violência apenas serve como ajuda para se entender (e por vezes não entender) o comportamento e acções das personagens que se vêm envolvidas no meio desse inferno.

Além da violência física, o filme apresenta-nos também a chamada violência psicológica com cenas e acções por parte de personagens que com o passar da narrativa vai nos custar mais a aceitar, podendo ser algo desgastante para as pessoas mais sensíveis.

Visualmente bastante bem conseguido, neste capitulo o filme falha apenas nas suas poucas cenas em que usa CGI (os efeitos de computador parecem de à 5 anos atrás), embora devido a serem muito pouco utilizados não tira nenhum brilho ao mesmo.

Falado em mandarim e inglês, este facto dá ao filme outro toque de realismo ajudando o espectador a investir mais na narrativa.

Todos os actores que participaram no filme tiveram interpretações bastante sólidas ajudando também para nos envolver na história. Quanto ao único actor que conheço (acredito que alguns dos restantes também são bastante conhecidos), Christian Bale apresenta uma interpretação bastante segura, sobressaindo ligeiramente em relação ao restante elenco (embora em algumas cenas ficava na dúvida se não estava na presença de uma cena cortada do The Dark Knight Rises, tal era a similaridade de interpretação por parte do actor).

Para finalizar, este é um filme bastante bom e que mostra novamente que existe vida para além do cinema de Hollywood. Visualmente bastante bom, não tem medo de percorrer caminhos que a maioria dos filmes americanos não percorre e de deixar, não pontas soltas, mas partes da narrativa por explicar, fazendo com que o espectador saía da sessão com algum desconforto e a ideia de que por vezes não é possível saber todas as consequências de acções tomadas.


Pontos fortes:
  • Interpretação dos actores;
  • Narrativa;
  • A prova (mais uma) que nem só de Hollywood vem grande cinema.

Pontos fracos:
  • Passar despercebido no circuito comercial português.

The Dark Knight Rises



Após 7 anos desde do início do que vai ficar conhecida como uma das grandes triologias da história do cinema, após momentos tão estúpidos que parecem irreais, após recordes batidos e expectativas completamente esmagadas (no bom sentido), chega finalmente? ao fim a triologia de Nolan sobre o homem morcego.

The Dark Knight Rises (em português, O Cavaleiro das Trevas Renasce) parece deixar na maioria dos espectadores um grande ponto de interrogação.
"Foi bom?", "Não foi bom?", "Estavámos com as expectativas demasiadas altas para este filme, devido ao The Dark Knight?".

Pessoalmente, acho que o filme é bastante bom (na segunda visualização ainda fiquei mais com essa ideia) embora esteja uns furos abaixo do The Dark Knight (essa sim, a grande obra da triologia).

Esta devia ser a altura em que escrevia uma, chamemos critica, ao filme, mas como ainda não tenho uma ideia 100% clara do que o filme valeu realmente, prefiro esperar algum tempo e, após a sua saída nos formatos do costume fazer uma sessão em que irei ver a triologia completa e aí sim, será possível analisar a obra como um todo (algo que claramente as pessoas envolvidas neste projecto sempre quiseram).

Entretanto, o único conselho que posso dar é que vão ver o filme, porque embora não tenha ainda uma ideia 100% clara do seu valor, este é claramente um filme que deve ser apreciado no cinema.

Ted

Ted


Realizador: Seth MacFarlane
Ano: 2012
Género: Comédia e Fantasia.

Imdb
Trailer
Site Oficial



"... somewhere out there are four terrible fathers I wish I could thank for this great night!"

Na primeira viagem do criador das séries politicamente incorrectas Family Guy, American Dad e Cleveland Show, ao mundo do cinema, Seth MacFarlane aproveita um tema que embora já tenha sido utilizado no passado em vários filmes é aqui apresentado numa outra visão.

O filme conta a história de John Bennett (Mark Wahlberg) que após um desejo de criança dá vida ao seu urso de peluche, tendo ficado amigos inseparáveis desde esse dia. Já adulto, John tem de conseguir conciliar a sua amizade e a relação com a sua namorada Lori (Mila Kunis). Trocando por miúdos, o filme continua todas as histórias infantis em que um objecto inanimado ganha vida, apresentando neste caso uma possível consequência do que essa acção pode acarretar para o resto da vida.

A premissa é bastante interessante e tem um grande potencial, e embora por vezes o ritmo do filme quebre (nota-se a falta de experiência do realizador), durante a maior parte dos 106 minutos, o espectador não nota essa falha.

Sendo um filme de comédia, as piadas e cenas apresentadas estão bem conseguidas, com especial destaque para a cena de luta, e embora não resultem todas (nada de estranho, visto ninguém ter os mesmos gostos) os espectadores saem da sessão bastante divertidos.
Infelizmente, nota-se em grande parte das piadas que Seth MacFarlane não consegue despir o fato de criador de Family Guy, sendo bastante perceptível as similaridades entre o filme e a série e tornando algumas das piadas previsíveis, o que acredito que para os grandes fãs da série possa ser uma mais valia, mas para todos os outros não (quase que posso jurar que a introdução é igual a um episódio de Family Guy).

Tendo o filme o nome Ted, seria impossível não falar de um dos interpretes principais, e sim, digo interprete porque actualmente com o avançar da tecnologia, e quando não é usada de forma abusiva, as criações digitais misturam-se praticamente na perfeição no mundo real. Claramente que estou a falar do urso de peluche (Seth MacFarlane), que contém um grande carisma, fazendo com que o espectador goste dele, embora seja o típico personagem imbecil que muito facilmente é odiado (aqui é preciso tirar o chapéu a Seth MacFarlane que soube escrever bastante bem o personagem, talvez dado uso à experiência de escrita das séries). Em relação ao restante elenco, não tenho nada de especial a assinalar, excepto talvez a ideia de que Mark Wahlberg consegue boas prestações quando escolhe projectos interessantes e inteligentes e que existem alguns cameos bastante surpreendentes durante o filme.

Para terminar, estamos perante provavelmente uma das grandes comédias do ano, que embora apresente algumas falhas, essas são tapadas pela comédia que resulta grande parte das vezes, se for fã das séries de animação do realizador ou desse tipo de comédia.

Nota: Não se deixem enganar pelo urso de peluche fofinho, o filme não foi feito para crianças mas sim para os pais das crianças.

Pontos fortes:

  • Premissa do filme;
  • Interacção entre os actores e o Ted;
  • Cameos.

Pontos fracos:

  • Nota-se alguma inexperiência por parte do realizador;
  • Realizador não consegue afasta-se do tipo de lógica usado em Family Guy.



The Punisher - Dirty Laundry



Ao investigar pela net, deparei-me com esta curta sobre a personagem de BD da Marvel, Punisher.
Embora não seja grande fã (para dizer a verdade, nem conheço muito de BD tirando os heróis mais famosos) nem tenha visto os filmes, esta curta aguçou-me a curiosidade para investigar mais sobre este anti-herói.

Para os curiosos aqui fica o link para a curta.

P.S.: Aparentemente esta curta foi feita sem o conhecimento da Marvel.